18.1.08

SORVETE NA ORDEM DO DIA

BY IDAIR MOSCHEN - EX-VEREADOR
Os cuidados com a higiene no momento em que se serve um alimento devem existir. Essa preocupação está tomando conta de mim, pois observo todos os dias, no centro de nossa cidade, as novas técnicas de venda dos refrescantes sorvetes no passeio público de algumas ruas e avenidas do centro. Os escaldantes dias de verão convidam à degustação de produtos servidos no meio da rua... Isto é, na calçada, no meio da calçada! Em alguns locais existe até a formação de pequenas filas. "Sorvete, sorvete, vai um sorvete aí?", diz o vendedor, organizando algumas cédulas nas mãos. O verão é tão estimulador, que surgem inúmeros pontos de venda: Na Júlio, em diversos locais; na Pinheiro; na Sinimbu. Qualquer porta permite que uma máquina seja instalada para atender à avidez gustativa do cidadão comum e a criatividade do empreendedor de ocasião.
Nos programadas da Rede Globo de Televisão, no Fantástico, principalmente, o Doutor Bactéria vive afirmando que a quantidade de bactérias encontradas em cédulas é grande e, para evitar contaminações, as pessoas precisam lavar muito bem as mãos. Começo a pensar nas exigências para a instalação de uma loja de sorvetes: local arejado, limpo, amplo, para que a degustação possa acontecer de maneira confortável. Instalações sanitárias adequadas, divididas para damas e cavalheiros. No local de distribuição de sorvetes existirão pias de inox com torneiras de água quente utilizada para limpeza de utensílios da sorveteria. Uma pessoa ficaria exclusivamente fazendo a cobrança, para evitar que os serventes fiquem no mexe-mexe do dinheiro.
E... Agora! Ao observarmos esses locais de venda de sorvete, podemos encontrar de tudo. Observem como faz a pessoa que manipula o sorvete: cobra, faz troco e fuma ao mesmo tempo. E o jaleco, que tal se fosse limpo!
A Festa da Uva está para acontecer, de 21 de fevereiro a 09 de março, e é preferível levantar esse problema agora a ignorá-lo. Ignorar é mais tarde ouvir pelo Brasil afora comentários de que a cidade é bonita, tudo muito bonito, mas a higiene parece não estar na ordem do dia. Sugiro que os sindicatos de alimentação, ou mesmo a vigilância sanitária orientem os estabelecimentos que permitem essa prática.
Ah! Sim... Aproveitem a oportunidade e observem o que acontece no período da noite em alguns locais de nossa cidade com carros de "hot dog" e com os vendedores de churrasquinho. Nada contra, até defendo o direito ao trabalho e à oportunidade de negócios alternativos, mas nesse caso, o velho chavão de que "o seu direito vai até onde começa o direito dos outros" pode ser utilizado.